Arquivo da categoria: Música

Birds of Satan

Tutorial de como se fazer uma banda foda:

1 – Crie um nome que seria usado pra qualquer coisa insana nesse planeta.
2 – Ouça uns discos do Foo Fighters e penere o que há de bom. Ou seja, chute o Dave de lá.
3 – Coloque um franzino no vocal ou vez ou outra deixe ele cantar lá da bateria.
4 – Faça com que o primeiro vinil tenha capa suja, poluída e preguiçosa.
5 – Colque um cabeludo na banda que saiba mandar uns solos bons e intimidar os outros mas que seja gente boa afinal.
6 – Misture um bom punhado de Black Sabbath nesse caldeirão.
7 – JUSTIFIQUE O NOME.

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Rock N Roll Suicide

Nenhum sinal de febre eu tinha mas estava lá na minha cama, jogado feito um gato manhoso na noite de quinta-feira, véspera de feriado. Levei à sério demais as intenções de trabalhar no final de semana e me livrar dos drinks e das saias curtas que estão sempre nos rodeando.

Tudo começou a mudar quando recebi uma chamada de uma amiga perdida nesses últimos meses loucos, me veio com delicadeza me convidando para o show do Seu Jorge. Em outra ligação resolvi o problema dos eventos não planejados e descolei uma cortesia. Assim que o carro parou em frente à minha porta, desci e iniciamos a velha aventura de desviar dos buracos e obras que assombram essa cidade.

Chegando lá, muita expectativa e gritinhos histéricos. Todo mundo queria ver o sambista mais carismático do momento, e o impacto desse alarde todo não demorou a acontecer. Logo depois de executar “Tive Razão” o que se viu foi um desfile da banda do bom moço, músicos muito competentes por sinal, desfilando seus saxofones, gaitas e um jogo de luz que cegava a plateia algumas vezes. Vez ou outra eu me imaginava num quarto de motel com aquela música de fundo, suave e dormente. O público foi se inquietando. Seguiu-se uma declamação muito teatral de poemas e frases soltas do subúrbio carioca durante mais de sete minutos e o esperado veio à tona: abandono. Fui para a área externa me refrescar um pouco e torcer pra chuva nos abençoar e dali deu pra ver o local ficando mais vez mais espaçoso, casais davam as mãos em direção a saída. Ficou evidente que o público não estava preparado pra uma cerimônia olímpica, todo mundo só queria ouvir um vozeirão estremecendo as cordas de um violão enquanto se afogavam na boca de uma donzela qualquer. O brasileiro se tornou exigente e egoísta demais!

Em uma ótica mais individual posso dizer que eu entendo a reação dos expectadores mas também respeito a posição do artista. Jorge é um cara muito gigante pra esse pessoal acostumado a se debruçar no balcão de mármore no final de festa; estamos muito mal com a educação cultural oferecida gratuitamente. E se for pra mexer no bolso eles logo fazem cara feia, órfãos do ‘pão e circo’, só querer rir à toa e adormecer com mel na chupeta.

Vou comprar uma mesa na frente do único foco de luz que incidir sobre Jorge na próxima vez, servir uma boa dose de whisky e esperar de olhos fechados que as coisas boas da vida apareçam em tom maior. Nem mais, nem menos que isso.

 

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Highway To Hell

Desde muito antes de eu me dar contas de minhas ações já estava preparando as melhores desculpas para conseguir permissão para assistir um daqueles filmes horríveis feitos pra TV e que passavam durante as madrugadas. Meu irmão sempre me acompanhava nessas horas de drama compartilhado, sim. Pra mim isso se tornou um tremendo drama mais tarde, tudo isso: as madrugadas, o terror e as consequências. Todas elas batem de uma forma mais silenciosa e muitos mais dolorida do que durante aqueles minutos de suspense da infância.

Foi depois de uma nova experiência com o filme ‘Rejeitados pelo Diabo’ que o meu irmão veio com uma puta ideia provocante, dizendo que eu deveria ouvir um som fantástico que ele tinha conhecido pouco tempo antes. Procurou dentre toda a discografia da banda e em segundos eu estava sentindo anjos acariciarem os meus ouvidos, fiquei sabendo depois que era “Free Bird” o nome daquela música, clássico do Lynyrd Skynyrd e embora eu nunca tivesse chegado ao ápice sexual com esse trilha sonora era exatamente essa a sensação que essa canção refletia em mim, a história do pássaro livre que voa sem bater asas, que deita sobre o próprio horizonte. Agradeci a ele apenas com um olhar, ele sabia o que eu estava sentindo, olhei também desafiante para o meu destino, caminhei pensativo e distante. Estava aliviado, tinha a exata noção do que era cuspir fora dois pulmões cheios de nicotina.

If I leave here tomorrow
Would you still remember me?

Existem certas estações que animais mais ferozes se preparam para o bote, os mais sociáveis se ajuntam e bolam os planos pra superarem as épocas de escassez e outros, bem, outros dormem e se mantém aquecidos em suas zonas de conforto. As pessoas também são influenciáveis pelas marés, se adaptando ao estilo de vida que se adequa ao seus objetivos futuros. E pra consegui-los é preciso às vezes deixar família de lado, sem qualquer notícia, só pra sentir aquela dor sozinho, escutar o ruído estalado de um machado cortando um tronco apodrecido e se sentir igual, abrir a boca e não ouvir sua voz ganhar o mundo ou aquele ouvido que sempre esteve próximo. Tu só precisa saber se consegue enxergar dignidade quando sorri para o espelho e vê seus dentes sujos de sangue e sua carne exposta; se consegue aguentar a dor e se sente realmente feliz por sua própria companhia.

Ainda ouço um suave murmúrio quando você passa de longe parecendo não se importar. São os reflexos das histórias mal resolvidas fazendo das pessoas que tu não conhecia até terça-feira passada novas testemunhas de um caso verídico, contado cheio de ódio depois da bebedeira da festa de formatura. Foi isso que a nossa vida se tornou, um estúpido e breve acorde sustenido. Um som que escapa dos dedos e se vai como fumaça, ganhando formas independentes e nocivas, indecifráveis. Eu queria ver o sangue e o suor misturados e manchando para sempre aquela gola branca de sua camisa de brechó. Eu poderia estancar esse seu sangramento com a minha saliva. Mas ainda vivo de esquinas, de bar em bar, de amores platônicos e da calma que a insanidade me dá depois que me completa. Tenho vivido de caixas empoeiradas e tirando o melhor de cada pessoa instantânea para o meu próprio sustento. Mas não faz mal se elas não descobriram ainda, acho eu.

Não me sinto tão sozinho eu tenho os meus amigos – só aparecem quando eu bebo.

Certa vez eu havia esquecido o cartão bancário em casa e precisei comprar cervejas pela honra do meu nome. Deu tão certo que os garçons e as atendentes me conhecem assim que eu apareço, não porque eu seja simpático. Tenho bebido demais e perdido todos os dias posteriores, afogado em tédio nos domingos, em aspirinas e novas desculpas para me permanecer sozinho. Tem dias que é difícil explicar que o tesão só duras algumas horas e que viver de porção única é mais saudável – o que na minha opinião apenas quer dizer que é menos poluente. Tenho enchido a cara pra preservar gente antiga e inconsciente, que gasta as horas trepando nas mesas de escritório e depois de poucos minutos recolhem as roupas intimas da gavetas pra jogar no lixo na hora de pedir uma nova caixa de disquetes ao chefe. Estou cansado de gente ordinária!

Um dia você para na beirada de uma ponte e percebe que o sol está se pondo, e se dá conta que há anos não via essa cena. Olha pra baixo e vê os sapatos gastos e o dedo anelar de sua mão já nem possui mais a marca da aliança daquele distante amor. Poucos centímetros dali há manchas amareladas na ponta dos dedos causadas pelo excesso de cigarro. E ainda tem espaço na sua agenda pra rir de tudo isso, diz que estão vendendo por aí porção de amigos embalados a $2,90 o maço.

Meu último amigo havia matado a vizinha asfixiada logo após o coito por um travesseiro de penas de ganso siberiano. Fico rindo comigo mesmo e imaginando que isso daria uma grana preta pra qualquer diretor com um mínimo distúrbio de valores familiares e outra maleta de grana para os tantos terapeutas de causas baratas. O homem mais sábio que eu conheci foi um hippie que gostava de heavy metal e ignorava as pessoas. Dizia-me toda semana que iria ir embora e gostaria de passar a vida tocando banjo debaixo das copas de árvores altas na Amazônia. Faz, no mínimo, sete anos que eu não o vejo e com certeza teria sido um prazer ter ido com ele procurar gravetos pra acender fogueiras clandestinas.

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Blood Red Shoes

Durante uma viagem nada pretenciosa entre shows e festivais de música indie no Youtube me deparei, por pura curiosidade, com o Blood Red Shoes. A princípio minha atenção foi fisgada pela coisas intrigantes na banda já que é uma dupla propriamente dita e, ao contrário da instantânea ligação que fazemos com o The White Stripes, é ela quem comanda as cordas.

E não são quaisquer cordas, rapazes, pois Laura-Mary Carter desfila sua beleza quase tímida em suas atuações no palco e destila nos ouvintes uma das maravilhas do universo: o sotaque britânico. Ela ainda se declara fã de Led Zepellin, Nirvana, Queens of Stone Age e Sonic Youth. Participou de campanhas como o Love Music Hate Racism e de um festival feminista, o Ladyfest. Ela é apaixonada por telecasters e está sempre munida de algumas em seus shows, além da coleção pessoal. Definitivamente, está a um passo da perfeição.

Steven Ansell é o cara que toca bateria e faz os backing vocals, carece de fontes.

Abaixo, o clipe de “Cold” do terceiro álbum da banda, o “In Time to Voices”. Vale a pena conferir os outros clipes do YT, inclusive há shows completos lá.

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Black Drawing Chalks

Tudo começou como uma brincadeira de amigos na faculdade de Design Gráfico. Victor Rocha e Douglas Castro trabalhavam no estúdio Bicicleta Sem Freio e chamaram mais uns amigos pra fazerem um som, o que mais tarde viria a ser a formação inicial da banda. O nome da banda, que significa “carvões pretos para desenhar”, vem de uma marca alemã de material para desenho, influência constante na vida dos garotos. Lançaram em 2007 o primeiro disco intitulado Big Deal e logo após saírem pelo país em turnê. Nesse mesmo ano abriram para os ídolos do Nashiville Pussy, depois dividiriam palco com bandas famosas internacionalmente como The Dastsuns, Motorhead, Eagles of Death Metal e Black Label Society.

Em 2009, mais maduros, lançaram o fantástico disco Life Is a Big Holiday for Us. Saíram em turnê pelo Canadá onde quebraram tudo no Canadian Music Week. Além de várias indicações ao VMB e prêmios do gênero, foram escolhidos como o melhor show da edição de 2010 do SWU.

Eu os vi no Lollapalooza desse ano e posso garantir que o som dos caras ao vivo é da pesada, uma presença marcante e possuem um público apaixonado e empolgado. Mais do que indicado caso eles apareçam aí perto do seu quintal. Isso tá provado no disco ao vivo que eles fizeram em Goiânia em 2010.

Pra curtir mais do som dos caras, visitem o MySpace e let’s rock!

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Kaoll

Noite fria paulistana e ir amigos dispostos e conversar e bebemorar a vida, combinação perfeita pra se conhecer novos lugares e paladares. Por sugestão, fomos à Pinheiros conhecer o Teta Bar Jazz, ambiente aconchegante e excelente pra uma boa conversa ao pé do ouvido. Infelizmente, não ganhei bons drinks pra falar bem do lugar mas vou fazer isso porque meus amigáveis costumes permitem.

Disposto em dois ambientes, o bar é todo iluminado por velas e com possui várias mesinhas coladas umas às outras. No segundo ambiente, onde fica a banda, há vários quadros e pinturas abstratas, cartazes, um piano encostado junto à parede e uma bateria de canto. Um sofá vermelho e comprido recebe os clientes e os músicos usam as mesmas mesas para apoiar os diversos copos de bebidas. É um clima diferente de todos que eu já tinha visto, muito aconchegante e intimista.

Okay, tá bom, eu não quero falar do bar e sim da banda. Kaoll é uma banda de jazz que, na verdade, eu não sei de onde eles são nem o que eles faziam antes de idealizarem o projeto com o Bruno Mascatiello e lançarem o primeiro disco em 08 canalizando o trabalho deste guitarrista. Quando os vimos ao vivo, fizeram uma prévia do projeto In the Flash em que eles fazem uma interpretação cronológica da obra do Pink Floyd. Ouvir ao vivo foi do caralho e por isso eu trago aqui de mão beijada já que vocês não entendem nada de música erudita mesmo.

Quem estiver passando por São Paulo ou tiver algum amigo de bom gosto musical por lá nos meses de maio, junho ou julho, vale a pena conferir a apresentação desse quinteto super afinado. Confere aí a programação:

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The Distillers

Uma, quatro, sete garrafas. Peguei todas e joguei nos ombros como pôde e rumei direto corredor adentro. Lá do final já conseguia ver uma silhueta abrindo mais outra cerveja e servindo três copos, fizemos o brinde (o vigésimo naquela noite) e juramos mais umas boas horas de pura diversão dali em diante. Já era setembro, as horas corriam velozes todos os dias e eu por vezes me lembrava que o Ensino Médio já ficara pra trás, não tinha que enganar mais ninguém além de mim mesmo.

Fomos calçar jeans e coturno, tudo justo e invisível no quarto mal iluminado. Um dos garotos ainda estava vagando em um domínio que agora exibia vídeos diversos, disponibilizados por busca direta, era tudo uma deliciosa novidade. Resolveu se entregar a curiosidade e seguir a sugestão de uma amiga e, ninguém sabe de qual maneira, convenceu todos a acompanhar com ele aqueles quatro minutos e quarenta e nove segundos misteriosos.

Assim que apertamos o play surge o fundo preto datado, um ansioso silêncio. Uma câmera vacilante mostra o que parece ser um hangar todo mal distribuído, lotado, cheio de tênis sujos e com várias histórias pra contar. Alguns moicanos, algumas garotas e muita disposição; no palco apenas um trio: e todo mundo tem certeza que a gente não precisa de muito mais que isso. Começa a música dedilhada, bem distribuída, o foco cai na no rosto da vocalista que deixa o cabelo livre, seu ar indiferente nos dá a impressão que ela não se importa com muita coisa além daquele momento. Ela solta a voz e deixamos o queixo livre, vacilante. Inicia-se um diálogo de mão única.

– Que porra é essa?
– Cara.
– Que foda!

Só uma frase de cada um, ainda bem que não tínhamos o costume de cobrar tanto assim. Ficamos imóveis durante o vídeo, eu só conseguia sentir adrenalina correndo. Uma voz livre acompanhada por distorção e bateria seca, um contrabaixo insistente. Se alguém pudesse transformar em arte tudo o que aqueles garotos estavam sentindo no ápice de seus dezesseis anos o resultado seria idêntico ao que tinha acontecido no estado da Virgínia quatro anos antes. O punk rock é liberdade! Era isso que aquela strato adesivada e aquele calcanhar frenético estavam nos dizendo, é possível ser livre, falar de amor e ainda ter um puta saco roxo. Era pra gente ir pra rua o mostrar ao mundo como estávamos cheios de vida.

Dias mais tarde me entreguei à sede. Conheci todo o material da banda, sua história e suas vertentes. Eu nunca mais seria o mesmo. Tudo por causa de alguns minutos e uma puta curiosidade, por vontade. Você precisa fazer isso pelo menos todas as vezes que for possível, se perder em cidades, em sons e convicção – go with the flow – vale a pena! Eu não desejaria continuar nessa cadeira esperando a vida cair no seu colo com um punhado de migalhas. Eu nunca fui bom em esperar; Brody Dalle também não. Depois de ter uma vida de merda em Melbourne ela se mandou pra LA e conheceu os caras mais foda de cenário alternativo, casou-se com Tim Armstrong (Rancid) e depois com Josh Homme (Queens of Stone Age) com quem vive ainda hoje e tem dois filhos. Definitivamente uma mulher foda que não curtiu esperar a vida ditar as regras.

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Sick Puppies

 

 

 

Até segunda ordem, Emma Anzai é a baixista mais sexy da galáxia.

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Depois

Já faz algum tempo que eu penso em desistir de ir ao show do A7X. Claro que é uma coisa maluca e incoerente, já que eu passei os últimos três anos torcendo pra que eles viessem e agora, que eu tenho dinheiro e estou de férias, a vontade de viajar pra outro estado, passar perrengue, bancar o louco, já não me é tão agradável.

Eu sempre achei que quando eu estava na EEAR o momento pós-formatura seria muito delicioso: muita gente espalhada por muitos lugares do Brasil. A triste realidade é bem diferente: muitos estão casados e outros tantos são caretas. Alguns são amigos de verdade mas estão na faculdade, na correria, nas drogas. Acho que essa é a maior decepção do meu último ano. Contei tanto com isso mas agora eu percebo que vou ter que ralar a canela pra mergulhar Brasil afora.

Sobre a música, eu não estou mais tão empolgado. Por anos foi a minha banda preferida (depois do boom adolescente que o grunge/punk provocou na minha vida). Até pouco tempo achava o som maravilhoso e os shows eram meteóricos. Acho que a minha vibe está mudando… eu penso muito antes de fazer algo em que eu não estaria confortável. E ir desbravar o centrão de SP, sozinho, sem planejamento prévio é algo definitivamente que me faria enlouquecer.

Então, eu fico aqui. Cuidando dos milhões de trabalhos da faculdade que tenho que fazer e correr atrás de minha habilitação. Aliás, acho que teria que tomar vergonha na cara e honrar minha quarta faculdade (em que entrei), eu prometi a mim mesmo que agora seria diferente.

Talvez eu me arrependa depois. Mas eu sempre lembro de “My Way” e prefiro apostar naquilo que eu acredito hoje. Eu quero ficar aqui e essa é a ficha que eu vou apostar.

Prometo que vou planejar com cuidado e fazer a viagem mais foda do século.

 

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Whatsername

No último final de semana eu falei com o meu chefe (durante um churrasco em que nós dois estávamos bêbados) e ele me liberou quatro dias pra poder viajar. Peguei algumas tralhas e fui pra cidade vazia: sim, Brasólha. Essa cidade que eu não consegui ver sentido algum durante tanto tempo, todas as vezes que ia até lá ficava vagando de um lado pra outro, comendo besteiras e torcendo pra que as horas voassem e eu pudesse ir embora de uma vez. Felizmente fiz amizade com um pessoal bacana de Goiania que ia sempre pra lá e ficava no mesmo hotel que eu e o melhor: eles não curtiam sertanejo – RARIDADE.

Mas vamos ao assunto deste post, eu fui à Brasília ver o Green Day. SIM, eu tou pouco me fodendo se eles resolveram fazer discos com músicas de 12 minutos ou se eles não batem em fans de menos de 16 anos ou NADA. Não tenho que explicar nada a ninguém. Fui lá pelo que a banda representa pra mim, pelas músicas, pela diversão. Ninguém nasce com vinte e poucos anos – é preciso caminho, amigos, momentos e amadurecimento. Green Day representa tudo isso porque vem me acompanhando desde que eu resolvi que sou gente e que tenho que guiar minhas influencias e seguir meus valores.

Há músicas novas que eu goste. Não sou fã do tipo rabugento que só gosta de coisas dos anos 90, cada época tem seus objetivos e seus tesouros. Cada um se apega daquela forma em que se sinta confortável. Quando eu era pivete me apeguei muito ao punk e ao grunge e ainda tem algumas bandas perdidas por ai que eu não vou descansar até ver o sangue jorrando no palco. Não mesmo. ;D

A propósito, o show foi ótimo e divertido. BJ parece um guri epilético e eu curto teu style. Mirk Dirnt é o cara mais carismático desse mundo e Tre Cool justifica seu nome – além de uma insanidade terrivelmente contagiante. E a culpa é toda SUA por me viciar quando a gente deitava naquela arquibancada. Vamos ver quem serão os próximos <D.

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